sexta-feira, 29 de julho de 2011

Parabens Blog

Comunicado acerca do blog

Está a fazer um ano que criei o meu blog artemrima. Como tal quero agradecer a todos os bloggers e visitantes as suas apreciações, e fazendo votos que vos tenha guarnecido de bom agrado, tudo o que a minha criatividade transpôs em palavras.

Quero aproveitar esta ocasião, para explicar o que levou-me a criá-lo, e também quais os textos que nele os partilhei. A decisão de criar um blog, inicialmente foi inspirada pelo Meu Cunhado Jorge (esposo de minha Mana mais velha), que também tem um (este de letras de musicas) … E depois, o meu avaliador de dois trabalhos que tenho(um de poesias e outro um ensaio), assim me aconselhou a criar um blog, para entrar no mundo da escrita, compartilhando tudo o que escrevo com quem também escrevendo, aprecia o que outros escrevem, assim como eu aprecio o que leio. Os textos que nele publico, os primeiros foram sms enviadas às minhas paixões. Duas relações duas frustrações, enfim, nem tudo na vida são as rosas coloridas e lindas que admiramos e nos aromatizam o ambiente. Mas mesmo assim não posso deixar de mencionar aqui, o meu agradecimento à Patrícia, por todo o seu apoio táctico e emocional (notes se, que falo do teu apoio ao meu hobby da escrita, nada mais). À minha outra paixão, também editei textos, que os enviava em sms. O meu blog começou por ser umas mensagens que eu as enviava via telemóvel. Depois, julguei por bem variar o tipo de mensagens nele contido, e aí criei umas crónicas, um conto, e uns raciocínios que os julgo aptos a dele fazerem parte… Elogiando o comentário da Sra Paula, que acredite terme dado muito ânimo… Agora de resto, a minha COMPLETA E TOTAL insatisfação pela atenção que não julguei por nada ser a que se tem prestado por todos os visitantes, em não colaborarem com suas ideias criticas ou opiniões ao meu trabalho que eu aqui com tanto carinho exponho num modo humilde de divulgar alguns dos meus textos. Todo o artista, independentemente da sua arte, aprecia uma opinião, critica, comentário…Ou até uma simples palavra de agrado(ou desagrado) da sua expressão enquanto artista, pior é a indiferença à arte que este exprime… E salvo seja a Sra. Paula, que eu não conheço, foi a única visitante em mil e tal que eu já tenho ao meu blog, quatrocentos e tal ao meu perfil, que teve a hombridade de ser sincera e transmitir o que é de facto a essência de quem cria um blog. Parabéns artemrima

Parabéns Poesia

Parabéns Prosa

Parabéns crónica

Parabéns Criador do Blog

Parabéns todos os seguidores

Parabéns todos os visitantes…

Para todos nós, um ano mais de muita literatura,

Um ano mais de muita vida com muita saúde e felicidade…

Um ano mais para vivermos o outro ano que virá com mais fortuna

Um ano mais para criarmos



Vosso atentamente



João de Jesus


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Raciocinio lógico na vida masculina

Um Homem só, é uma veste numa vitrine duma loja em 2ª mão. Todas as Mulheres lhe tiram a pinta e a qualidade do tecido. Mas nenhuma o adquire, por não saber quem o deixou assim com aquele tecido tão debutado na tinta.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

QueroTe Abraçar Mundo...QueroTe Abraçar por Tudo

Permitam-me o desabafo

Perdoe-me o silêncio
que eu me calo
à guarda do que sinto e exalto,
a musica que dentro de mim como num sobressalto
cantarola um fado,
musicalizando me a vida com poesia.

Perdoem-Me os demais
que me isolo,
no recôndito espaço
em que me calo;
Nesta musicalidade que só existe
porque a música às vezes,
têm veazes que são vezes...
Tem uma linguagem triste.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Improviso directamente escrito

Adeus que vou partir...
Não tendo sítio para onde ir, vou mesmo ficar por nenhum sítio.
Mas antes de ir, não quero de deixar aqui explicito, que, adeus que vou partir.
Não que me sintas a falta(em nada disso eu acredito).
Não que penses na minha ausência,
como um para onde terei ido(sei bem ser-te indiferente se tenha ou não partido)...
Mas sim, para que saibas que nenhum outro sítio tenho para ir, que aquele para onde, se não tenho ido, para lá caminho...
Adeus que vou partir...
E não sei se me voltarás a ver,
pelo menos deste mesmo jeito em que agora me lastimo.
Nem talvez do mesmo jeito em que agora por ti lacrimo,
nem mesmo em qualquer outro estado ou sentido,
que te descreva enquanto ainda viva vivo,
a vida que te entreguei com a esperança que fosses o meu sítio para onde caminho...
Adeus que vou partir... E despenso a tua despedida.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Outra Crónica: Gema de Ovo

A hora da refeição era sagrada, todos os irmãos sentados à mesa. Do meu lado esquerdo o meu Irmão (o mais velho de todos), à minha direita a minha Irmã mais nova (das irmãs), e à minha frente a minha Irmã mais velha. Minha Mãe com o seu lugar do meu lado (lugar cativo ainda hoje, em qualquer refeição), mas sem o tempo para se sentar, porque todos tinham as suas exigências e pedidos requintados, que demoravam a sua degustação da refeição descansada e em paz, na conformidade da mesa, onde estavam os seus filhos que tanto batalhava para que nada lhes faltasse.
Numa bela noite, já exausta da labuta, e de tanto labirinto financeiro, que na ginástica do vencimento mensal. Alimentar quatro bocas, mais a renda de casa, mais o essencial… Mais tudo e ainda algo mais, que uma MULHER sente na ausência de um exemplar esposo, marido, companheiro, pai de seus filhos, que faz de sua vida a pacata vida de um solteiro sem obrigações… Após todas as exigências e requintes de seus “clientes”, eis que surge a sua explosão, e num exagero de tom de voz, em que se salienta o seu desespero de “O que é que querem que eu faça?”… A minha inocência para os seus problemas só me deu para a confortar com o que eu tanto mais adorava comer… Gema de ovo.

P.S- Relato verídico de um acontecimento. Relato de um agradecimento a minha Mãe, que além de nunca me ter faltado com nada, sempre me deu (com conta peso e medida CLARO) gema de ovo que me sabe pela vida, assim como a sua ainda viva VIDA… Troco a gema de ovo por Si, a gema guardo-lhe o sabor, e dissipasse no paladar. O seu Amor, nem nenhum outro se assemelha a Si.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Acordar de manha e não ter que vestir

Frio intenso tem não esquina
não se finta por esquiva.
Nem se urde com o que se vista
só por ter alguma pinta.

                       Tudo lhe fica bem
                       seja algodão ou caxemira.
                       Qualquer peça o satisfaz,
                       seja sem cor ou colorida.

Frio intenso sai nu à rua,
mas nunca por se vestir.
O frio anda sempre agasalhado,
mesmo quando não têm com que se urdir.

                        Podem ser tantos
                        que não complementem o seu jus,
                        mas outros tantos se consolam
                        com o que reduz.

Frio não tem esquina,
não têm perduro…
É o vento, é a brisa;
É o nevoeiro que o seduz.
É a geada, é a neblina,
é a frente fria,
temperatura negativa
que tanto se lhe conduz…

                        Frio intenso não tem ranhura
                        Não tem fenda,
                        não tem quente enquanto dura
                        em todo o planeta.

    Ao Homem solitário, que todos os dias se deita com o mundo.
 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Um conto Ilustrado



Era uma vez, a vez que foi a vez, e essa vez que finalmente era uma vez, ditou assim que foi essa a vez…
À beira de um lago, a um longínquo distante de qualquer lado, um muro de pedras encavalitadas, separava para um nada florescido de verde e castanho dourado, as águas serenas e paradas de uma passividade plácida em que ali se banhava a soledade. A seu tempo o Homem buscando a tranquilidade, procurou por todo o ermo espaço térreo, um local onde se pudesse banhar sem molhar, e assim repousar dos raciocínios que a actualidade o levava a contrariar ao seu bem-estar.
Percorreu montes e vales, planaltos e cumes. Nuns e noutros não se encontrou, em uns e em todos pouco se acomodou. Mas não descansou, enquanto não encontrou, o lugar ideal para se deleitar, de sua existência proletária, num mundo onde cada vez mais a concorrência, é o primeiro motivo de desistência.

Ao ver tanta beleza, na rocha, no verde, na água. O Homem decidiu finalmente que o seu lugar teria de estar perto de toda a natureza, e não excluir qual que fosse a sua forma. E mesmo perto do seu mundo, mas isolado do seu distúrbio. O Homem que procurava um descanso mudo e surdo, por pouco tempo que fosse, encontrou sem murmúrio o canto em que sua existência repousou, enquanto Homem lutador e sonhador, por um mundo que nunca o conquistou.

Na beleza das cores que circundantes, lhe enxugaram de sua vista as lágrimas, de tanta barbaridade assistida na sua lembrança. O homem se encantou no silencio de seu abafo a qualquer forma de existência, e por si só, com toda a sua firmeza, pediu a erguerem um canto abrigado, onde todo o Homem, filho do mundo e da paz, se pudesse recolher… Não por fraqueza, ou simples desistência… Mas sim, porque por vezes tem vezes, que era uma vez… E essa vez é com toda a certeza, não a última, mas simplesmente essa vez, em que ninguém sente a dureza, e se contempla a beleza.    



Dedico há Minha Cunhada, e a todos os (as) Açoreanos (as).
Abraço