quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Supra Sensação de Saudade

Sentir falta de tocar
na beleza extrema,
saudades de premanecer
envolto(a) de uma atmosfera
límpida de calma...
A sensação de harmonia
calculada em paz interina...
...!!!...
!!!:::SER INOCENTE NOVAMENTE:::!!!

quinta-feira, 10 de março de 2016


Eucalipto… E;
                         Ao invés de um verso, paralelo ao caminho da estrada velha, num monte de realeza ao desfile dos mais destemidos, lá está o Eucalipto. Ainda persiste e sobrevive, apesar da água do Rio só abundar nas saraivadas dos invernos, já não tão rigorosos e duradouros como em tempos idos. Mas mesmo assim, ali erguido se estende do Seu tronco até ao limite que se espelha no céu e reflecte nas hortas verdejantes coloridas com o castanho do caminho ainda de pó de uma estrada arrozada por muros festivos, mais ainda à quinta que seja o dia que se concretiza. Se concretiza a tarde livre de um Cavaleiro Herói na Sua Majestosa história de dever cumprido e afecto sentido por uma fraqueza que a Mãe Natureza adoptou a um menino do Seu reino que por todas as Suas forças o mantinha protegido.
Ao re                                      
                          Ao resvés de uma rima, erudito no ramo da Medicina. Em cavalgadas apressadas contra o destino, se esboça em esforço e relatividade à gravidade do Seu tronco erguendo-se a uma altura só ao alcance do céu e às ramagens mais ao topo, vai buscar o oxigénio que só da Sua grandeza se alcança para tão grande acto de Irmandade. Correndo de regresso ao ápice de um instante, não vá o oxigénio que se seque e se esgueire numa textura quebradiça tonificando-se pela côr da estrada que o leva ao Seu Palácio. Onde em leito de Maternidade se encontra o menino, não deitado em berço que respira, mas sim sentado por sua ausência. Aguardando com fraqueza tal verdejante bênção Divina pela mão e braços de Seu Herói, ramagens inteiras predilectas de verdejantes páginas de Eucalipto. Prontas a fundir num oceano vulcânico de vapor e oxigénio libertador dos pequenos brônquios do menino de quem o Seu Herói se prostra em sua fronte e se ri, se ri das caretas húmidas que por debaixo da toalha se espelha numa felicidade de vida e sem FIM…
Ainda também para o Eucalipto.


Ao meu Irmão.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Adeus Que Me Vou Embora

Longe vai o Oceano
para lá de toda a Sua imensidão.
Terra Natal que me deste à luz
No ventre de uma Mulher sem Igual.

Terra berço do meu Lar,
Portugal da minha nação
Natural do Continente e ilhas sem Par
Trago-te sempre no coração.

Longe vai todo o alcance da vista
para lá de ficar sem memória
lugar que guardo saudade acrescida
terra nossa que é a minha história.

P.S- Sem qualquer intenção de ilustrar... apenas com a intenção de o transmitir... texto exposto repentinamente sem pensar na beleza... só na descrição.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Exercício Escrito(Directamente do raciocínio corrido)

Dar um título
dar um promíscuo
dar um contínuo:
prolongo de enunciar
e repetir
toda a continuidade
de ser sempre da mesma maneira
a igual forma de se ser o que se seja
desde o começo até ao seu termo...
Baptizar com um título  
louvar em contínuo
todo o seu intimo promíscuo ser
de o ser por ser exímio...
único no ser.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Uma Revolução na arte Visual/Poética ainda em Projecto

http://therapturefilm2013.wix.com/the-rapture-film#


Uma longa metragem que vai sensibilizar o espectador ao desespeito pelo clima, opinar sobre o estado da europa na actualidade para um futuro século, transportá-lo numa viagem interior de um personagem característico de um jovem liberal da nossa actualidade, com todos os argumentos que literalmente se interprete por viagem… Vale a pena acompanhar, apoiar, divulgar e Opinar sobre este projecto que vai ser concretizado… Consultem a página web e sejam Bem vindos ao The Rapture.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Praia Rio Foz do Mar

P.S(Prima Scriptum)- Para O "Dio" Mio... keep on your dream Creator.

         À Beira Rio, desceu degraus que os havia até à areia fria. Sem sapatos, pés descalços com o cansaço do dia. Almofada nos seus passos, cada grão tal algodão macio acolchoava e na sua pegada, ficava cada curva do seu formato. Uma e outra com tanto por estar, até que uma e outra deixaram de se formar. Dissipando-se na extensão da praia, extinguindo-se na sua imagem. Tal como sua presença que ali deixara de estar e entregando-se de corpo e alma à serenidade das águas calmas, se deixou levar pela rota até alto mar.
         Nesta viagem as incertezas muitas das vezes concederam-Lhe a dúvida de prosseguir em frente, algumas vezes tais em não ir contra a corrente e assim a seu favor ir em seu sentido até à berma. No leito do rio, nem tudo era coerente com os desígnios que tinha em mente, o certo é que tinha o seu trajeto e mesmo a distância não sendo perto, o distante era a sua única certeza e a dúvida de vencer só a aceitaria caso se permanece-se na certa na concorrência.
         Às vezes que a fraqueza ameaçou sucumbi-Lo, esgueirou por entre a sua vontade, réstias de energia para não deixar de cumpri-Lo. Alturas em que pensou desistir, o amor pela vida oxigenou-Lhe o direito de a cumprir. Nos momentos em que foi abaixo submergindo da sua realidade, deixando à tona só os seus sonhos: Sua Mãe, Suas Irmãs, Seu Irmão, Sua Família, Seus Amigos de longa data e Sua Paixão. Do sítio donde estavam lançaram-Lhe uma amarra e devolveram-No à margem.
De onde em conforto, com todo o amor que em sentimento se partilha, inspirou e expirou; inspirou e expirou, até que de novo recuperado o fôlego retomou à sua rota os seus sonhos e com eles a vida que cria em cada braçada, independentemente das contrariedades da viagem.
Chegado à foz, a enormidade do Mar-alto surgiu dimensionado, agora não só a corrente a criar dificuldades como também a ondulação com seus altos e baixos, deixam para trás quase mesmo que no passado, os degraus que desceu até ali chegar e os esfriados grãos de areia, que acolchoaram suas pegadas até iniciar a sua jornada. Braço ante braço, braçada ante braçada, toda a incógnita com que se depare, com certeza que é o que vale, o esforço de nunca desistir de um sonho… o zelo de mantê-Lo sempre com a força de ser o seu e vivê-Lo. Retê-lo, quais adversidades que se imponham por sê-lo. O seu sonho mesmo em Mar-Alto é de todo o sonho de tê-lo com todo o amor de todos quantos se acompanhem a compreende-lo.

domingo, 12 de maio de 2013

Um aniversário como Desejado


“Empolguei a carruagem com o sentimento de querer estar presente, a cada batuque da estrutura nos carris, a ansiedade de chegar até junto de Ti. Fechados os olhos, o holograma da paisagem que em lenta velocidade (lenta porque nunca é elevada acompanhar a pressa que tenho de chegar), passeavas na minha memória e com Teu sorriso insinuavas com alegria a minha chegada, estava-te a ver e contudo ainda só a sensação a pulsar me trazia a tua presença.”

Empolguei a hora com a possibilidade da Tua não presença. Queria tanto quereres estar comigo hoje, esta noite antes de mudar o dia e durante as horas contínuas. Queria tanto adormecer num cansaço submisso, de um ato tão naturalista, como é o de cansar-se por mútuo submetido desejado equilíbrio… Queria tanto.

“Maldita a hora que nunca mais chega, maldita a distância que tanto ainda prolonga o estar contigo. Bendita esta invenção magnífica, locomotiva confortável que me faz estar contigo, não no tempo que eu tanto gostaria, mas que se esforça para que não deixe de o estar.”

Maldita esta impaciência, maldita esta incerteza; se de facto queres tanto estar comigo, assim como eu desejo de todo o estar contigo, neste dia que se apresenta como o primeiro dia de todos os dias desde então a este presente… bendita a Tua presença…

“Parabéns”… com um sentido abraço que me deste.

Sempre vieste… Com uma sentida lágrima de Felicidade, de quem completa mais um aniversário e se presta a um outro vindouro… Sempre vieste… e tudo isto não passou de um simples reflexo imaginário. Mas agradecido à mesma.