segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Marcos da Vida

Não me digas que vou morrer!
Não porque não seja minha intenção
ou nem mesmo porque me apeteça,
mas só te peço que não me lembres
que um dia por todo te deixarei de ver...
Não, não me lembres...
Longínquo que venha
esse momento!!!...
Tardio, distante... Atrasado mesmo!!!
Muito fora de horas!
Para eu num último momento,
no meu último suspiro,
só te sussurrar ao ouvido o perdão (em lágrimas) de tudo aquilo que não fizemos,
por angústia do meu viver.
E assim te demonstrar todo o meu arrependimento, por não ter a consciência que tu me amavas e só a mim me lembravas da morte, numa tentativa fogaz de eu não deixar de viver a vida antes de a perder.